
Quem nunca se deparou com um amigo ou professor que falasse sobre o Linux? E quem nunca sentiu vontade de, ao menos, conhecer esse fantástico sistema operacional? Acredito, que você já deve ter se perguntado: “Por que todo mundo fala sobre esse tal Linux?”.
Acredito também, que você já teve ter ouvido um monte de coisas sobre o Linux, como por exemplo, “O Linux é mais seguro…”, ou então, “O Linux é melhor que o Windows…”, ou ainda, “O Linux é Free e eu tenho liberdade para fazer o que eu quiser com ele…”, e por aí vai.
Se você está migrando para o Linux, ou então, é novo em Informática e decidiu dar uma chance para o Pingüim, continue lendo este artigo. Estarei falando sobre o Linux e demonstrando porque o Linux é o sistema operacional que mais cresce no mundo. Sem nenhum preconceito para com a Microsoft, segue abaixo algumas comparações entre o Windows e o Linux. Quem sabe, até o final do artigo, consigamos responder a pergunta chave deste artigo: “Quem é melhor: O Linux ou o Windows?”.
Pra começar… Falaremos um pouco sobre estabilidade.
1. Estabilidade: A estabilidade é uma das maiores virtudes do Linux. Sua arquitetura de processos é transparente e seu kernel modularizado permite rodar processos com independência. Além disso, é raro que o sistema caia. É por esse motivo que o Linux apresenta ótima aceitação em servidores que rodam aplicações com alto nível de criticidade.
Depois de muito batalhar, a Microsoft conseguiu dar ao Windows XP um alto nível de estabilidade e confiabilidade. Já, o Windows Vista, chegou para superar este padrão. A nova versão trouxe novos recursos de auto-reparo e monitores de desempenho. Contudo, o Windows Vista, não caiu no agrado do povo (quando o assunto é Windows, não troco meu XP SP3 por nada), motivo este ao qual a Microsoft corre para lançar o Windows 7, sua nova promessa.
2. Uso de processamento e memória: O Linux foi projetado para fazer uso inteligente dos recursos de qualquer máquina, funcionando tanto em máquinas com vários gigabytes de memória como em celulares com poucos kilobytes de capacidade. Para se ter uma idéia, é muito comum encontrar servidores de Internet rodando em computadores do tipo 486.
Já, o Windows Vista permite que programas de uso mais freqüentes sejam abertos mais rapidamente. Também é possível aumentar o desempenho do computador adicionando uma memória flash na porta USB. Mas, o Windows Vista consome muito recurso da máquina, exigindo que se tenha uma máquina razoavelmente potente.
3. Usabilidade e ambiente gráfico: Durante um bom tempo, o ambiente gráfico era um entrave na aceitação do Linux. Atualmente, estima-se que existam para o Linux, cerca de 50 projetos de ambiente gráfico. Mas, o KDE e o GNOME são os destaques, pois são personalizáveis, bonitos, e possuem uma boa gama de softwares complementares. Algumas distribuições como Ubuntu e Mandriva, apresentam uma interface bastante amigável e com ótima usabilidade, não perdendo em nada para o Windows.
No caso do Windows Vista, a nova interface melhora o acesso e a visualização das informações, ao mesmo tempo em que mantém os comandos e usabilidade das versões anteriores do Windows. Contudo, é necessário ter uma boa quantidade de memória e uma placa de vídeo robusta para que se possa ter acesso aos efeitos que o Vista dispõe.
4. Custo para o usuário final: O Linux é sempre mais barato à versão proprietária equivalente, pois o desenvolvimento colaborativo distribui os custos. O usuário final pode, então, desfrutar de um sistema tão completo quanto qualquer outro.
Para o Vista, os preços mudam de acordo com as versões para usuário final, variando de R$ 300,00 a R$ 800,00.
Estes são apenas alguns pontos e fatores característicos sobre o Linux e Windows. Muitos outros fatores poderiam ser abordados, mas teríamos que destinar esse blog só para falarmos, exclusivamente, sobre este assunto. O que não é viável.
E então, qual é sua opinião? Você prefere o Linux ou o Windows? Particularmente, gosto muito do Linux, e acredito que ele possa melhorar muito mais. Mas, creio que a resposta para tal pergunta é aquela palavrinha clássica: “Depende”. Isso porque, em algumas situações o Windows será mais bem aceito, em outras, o Linux poderá suprir todas as expectativas de seus usuários e apresentar-se como uma melhor opção para aquela aplicação, e assim por diante.
Escrito por: Tiago Ribeiro Carneiro, formado em Sistemas de Informação, pós-graduando em MBA – Gestão em Segurança da Informação e Mestrando em Engenharia Elétrica pela USP – São Carlos. Atualmente, leciona na Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (Centro Paula Souza) nos cursos de Informática e Web Design, além de lecionar no curso superior de Sistemas de Informação da FEF – Fundação Educacional de Fernandópolis.